segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Abstração



Na verdade tudo é abstração
Entre o sensato e o insano apenas a opção.
Tudo que se vê já foi visto, mesmo ao terrível ou,
o mais belo de tudo isso.
Comer e não saciar, levantar e correr, parar e sonhar, ou acordar e continuar sonhando,
Na verdade tudo é abstração.
Sentir e desejar, chorar e vestir, ver e não tocar ou deixar tudo dentro si.
Só morre o vivo, e o que se faz pra se viver, dependendo, pode matar.
Na verdade tudo é abstração.
Do coração ser embalado, desistir e começar, dormir para acordar,
E desejar ter muito mais que um braço para alcançar,  e na dúvida deixar.
Ser de si o melhor de ti, pois de mim na verdade                  tudo é abstração.
Contudo, apaixonar-me e nisso encontrar razão.

Tempo



O que Fazer com o tempo?
Nascemos, crescemos e assim que compreendemos  o mundo ao nosso redor, passamos a organizar tudo, e por que? Porque tudo em nosso mundo, gira em torno dele, o tempo e a partir dele nossa vida.
Fazemos isso, por que desde muito cedo aprendemos que o tempo é implacável, levando nossa vida adiante sem esperar nada, nem ninguém.
Assim, a odisseia  da vida e do tempo caminham para o infinito em si mesmos. Para não ficar pra trás, criamos alguns mecanismos,  um deles, o planejamento. Traçamos uma linha imaginaria, ou para a maioria uma agenda e nela organizamos ou melhor,  nos aventuramos organiza-lá, assim como em uma peça de teatro, montamos as cenas e dentro delas, quem ou o que, entram ou saem.
Mas a vida é dinâmica e por isso é bela, seu dinamismo nos proporciona momentos raros, algo fora do planejado. Pôr exemplo; Um sorriso de um bebê dado a um estranho, apenas por cruzarem os olhares, enquanto se espera o ônibus. O beijo tão aguardado, que acontece, totalmente diferente do imaginado, quedas, perdas, frustrações, erros e acertos, incontáveis, numa linha paralela não planejada e com isso o imprevisto se mostra conveniente, ou não, mas para você que esta beirando os trinta, não se aborreça não, porque dos imprevistos nasce a arte de improvisar e quem agora sopra as velinhas, faz algo que está pra além de um rito de passagem, inicia um novo ciclo.
Seja o protagonista de sua própria vida, sorria ao apagar as velas que celebram mais um ano, já que o fôlego dispensado para apaga-las, demonstram que o tempo pode ser reiniciado, em algumas raras ocasiões.


O que só as flores viram



Seja o amor a fonte de calor
Que aquecerá todo coração
No mais rigoroso inverno
Tal como a flor que se desfaz
Ao cair da neve, regressara
Com todo esplendor de suas cores
Exalando perfume da paz anunciando
Que a primavera chegou e com ela todo som
Dos seres vivos que faz da terra o lugar que chamamos de lar
O sol com sua luz e das veredas verdejantes ao caminho que se encaminha os amores
Que regressam para amar entregando-se ao amor que só as flores viram debaixo desta macieira.





Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantadaou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma.
Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles. Ruben Alvez